Rivalidade do El Clásico coloca a prova trabalho das equipes

Neste sábado (24), às 11h do horário de Brasília, o Barcelona receberá o Real Madrid no Camp Nou para o primeiro El Clásico da atual temporada. Com problemas em cenários diferentes, os dois times entram em campo com a missão de somar os três pontos importantes para a corrida pelo título da LaLiga. Seguindo o calendário da nonagésima edição do Campeonato Espanhol, teremos um confronto com um contexto que vai mais além da rivalidade conhecida entre ambos.

O Real Madrid já passou pela sequência de cinco jogos na competição. Estreou contra Real Sociedad e empatou, para então ter três vitórias seguidas: Betis, Valladolid e Levante. A primeira derrota veio contra o Cádiz dentro do Di Stéfano, a partida serviu para poder contextualizar mais do momento vivido pelo time de Zinedine Zidane que está em terceiro lugar da tabela.

LaLiga em números: cada um entrega o que pode

No Real Madrid foram cinco jogos disputados, somando seis gols, cinco anotados pelos jogadores merengues e um contra, na partida fora de casa que enfrentou o Real Betis – a defesa concedeu três até o momento. A taxa de conversão para o Madrid está em 12% e, é interessante lembrar que, novamente o início de temporada marca a frequência de posicionamentos invalidados de jogadores, tendo uma média de 4.0 impedimentos por jogo. Possuiu 63% da posse de bola, com a média base de 10 chute, em contrapartida, foram 3.6 chutes direto a gol. Ao todo foram sete chances de contra-ataque e um destes resultando no gol de Benzema, com assistência de Rodrygo na partida contra o Levante.

Enquanto isso, o Barcelona passou pela sequência de quatro jogos e encontra-se em nono lugar na tabela de classificação. São duas vitórias, uma contra o Villarreal e outra fora de casa contra o Celta de Vigo; um empate em casa com o Sevilla e a derrota para o Getafe. Possui oito gols marcados e dois concedidos, sua taxa de conversão chega dobra a do Madrid, em 24%. O número de impedimentos marcados até agora é mais abaixo, em média 1.5 por jogo. A posse de bola também está na casa da sexta dezena, 60% no total e 8.5 chutes, sendo 4.8 direto a gol. Os catalães possuem apenas um contra-ataque, este resultando em um dos gols anotados na partida contra o Villarreal que terminou em vitória culé por 4 a 0.

Problemas no paraíso: nenhum dos dois entrega brilhantismo

O time de Ronald Koeman tenta engrenar com um estilo de jogo explorando maior mobilidade em campo, sem o uso exacerbado de organização, para que seja possível jogadores cumprirem mais de uma função. Além de apostar na marcação adiantada do adversário, facilitando sua transição direta para o meio ofensivo. Mesmo com um padrão sendo selecionado, não possui um parâmetro de resultado 100% positivo, pois ainda não foi colocado à prova.

Já o de Zidane leva à interrogação. Sem um time ideal que seja considerado de escolha unânime, o técnico francês encontra problemas na organização do seus onze jogadores colocados em campo. A exposição defensiva ainda é um dos grandes problemas para os merengues, que constantemente enfrentam dificuldades ao tratar de se recompor quando recebe perigo. Além da desorganização que contextualiza seu conflito ao trabalhar com a bola, a falta de criação e finalizações direto ao alvo partem disso.

Não é novidade que na Catalunha as coisas não estão muito boas para o time de Lionel Messi. Em meio às polêmicas, o clube tem brigado institucionalmente para reverter o quadro da má gestão em que se encontra, o que acaba por refletir nas decisões da prática esportiva. Enquanto isso, do lado da capital espanhola os merengues trabalham para encontrar um ritmo diferente em seu estilo de jogo que tem sido bem criticado e insuficiente para manter uma entrega linear.

O primeiro El Clásico da temporada marca, além de toda a rivalidade entre os dois espanhóis, um duelo que irá colocar em prova os dois clubes dentro de suas propostas nesta fase inicial da temporada europeia.