Asllani: “Não há outro clube que eu queira derrotar mais do que o Barcelona”

Em ação da VISA, sueca falou com a imprensa sobre o Campeonato Espanhol Feminino e o desafio de vestir a camisa do Real Madrid a partir do próximo verão europeu

Em entrevista no evento Summit Team VISA, Kosovare Asllani (30) falou sobre a importância da união das jogadoras no Campeonato Espanhol que resultou na grave que obrigou o adiamento de uma rodada da Liga Iberdrola e comentou sobre o futuro Real Madrid feminino.

”É importante que todos nós fiquemos unidos nisso, é tão importante porque não se trata apenas de algumas equipes ou uma liga, é sobre o futebol feminino no mundo” disse Kosse sobre a grave de novembro. A associação de jogadoras espanholas convocou greve geral que contou com adesão de todos os times da Liga Iberdrola. A paralisação foi devido à falta de acordo entre clubes e jogadoras quanto a condições mínimas de trabalho que incluem férias, remunerações, licença maternidade e outros pontos nunca acordados anteriormente.

Estrelas como Lieke Martens, do Barcelona, que recebe cerca de 200.000€, não estão incluídas no grupo majoritário com menos de 8 mil euros em salário sem nenhuma garantia legal sobre isso. Elas não se encaixam nessa maioria que luta por ao menos 16.000€ de salário (a média na Espanha é de 20.000€). Clubes se negaram a acordar o valor dizendo que não é acessível para eles. Em dezembro uma nova reunião pareceu encaminhar para um acordo que pode ser alcançado nos próximos dias.

“Se todos as jogadoras mais jovens puderem colocar toda sua energia nos treinos, estar lá todos os dias, é assim que as coisas vão se desenvolver” disse Asllani sobre a importância de dar condições as atletas para não terem preocupações ou trabalhos extras para se manterem.

Ela poderia estar disputando a Champions League já que recebeu propostas de clubes que estão na fase eliminatória da competição, mas escolheu aceitar o desafio de participar e liderar a construção do Real Madrid Feminino. “Era uma possibilidade única de formar uma equipe a partir do zero” explica. “Ser uma das pedras angulares do que, a longo prazo, será uma equipe de grande sucesso” conclui.

CD Tacón começou o campeonato de uma forma ruim, enfrentando uma equipe em condições completamente oposta. O futuro Real Madrid enfrentou o Barcelona na estreia da Liga e perdeu pelo largo placar de 9 a 1. “Não é justo comparar esse jogo com um time que foi construído um mês antes”, diz ela sobre o resultado decepcionante. “Eu não contaria isso como um clássico – no próximo ano será um clássico”.

“Mas não há outro time no planeta que eu queira derrotar mais do que o Barcelona. Você sente essa rivalidade. Sentirei ainda mais no próximo ano, quando vestirmos a camisa do Real Madrid. Estaremos prontos para o momento”, concluiu a sueca que parece entender a responsabilidade de liderar uma equipe de futebol que em questão de meses usará a camiseta do maior clube do planeta.