Obrigado 2018, por tudo ou apesar de tudo

Madridista, responde rápido: o que fica de 2018?

Se eu pudesse resumir 2018 em uma palavra seria gratidão. Pode parecer agora, como no meio da tempestade, que essa não seja a escolha certa, mas pode confiar no que eu digo: 2018 foi só gratidão.

Aprendemos demais nesse ano que terminou, de todas as formas possíveis. Sofremos quando tínhamos que sofrer, perdemos quando era inevitável, enfrentamos o mundo de novo e juntos lutamos até o fim como sempre – como a camisa sempre nos fez acreditar, até o último segundo. E claro, como a vida é uma montanha-russa, também dissemos adeus.

Levantamos a Champions pela terceira vez seguida e ainda não temos nem 1/3 da dimensão disso tudo. Lá na frente saberemos que a gratidão que sentimos hoje será pequena perto do que lembraremos ao contar para os nossos filhos e netos. Três vezes campeão seguido. Décima terceira vez na história. Imensurável a alegria e a satisfação. Não existe hoje torcedor mais realizado que o madridista.

Se as comemorações trouxeram os sorrisos depois de tanta raiva e sofrimento, vieram também as despedidas de Zidane e Cristiano Ronaldo. O susto e o adeus.

O primeiro nos ensinou a levantar, porque as vezes a vida te pega de surpresa, te da um golpe e te coloca no chão. Mas é você que escolhe se vai ficar ali ou vai levantar. E a gente sempre levanta, porque “o Real Madrid sempre volta”. Com ou sem Zidane, continuamos. Há uma página em branco ansiosa para corresponder a expectativa de um livro de campeões.

O segundo nos ensinou que amor também é deixar ir, por mais doloroso que um adeus possa ser. Cristiano foi embora depois de 9 anos de história de amor com altos e baixos, vividos de uma forma única, fomos privilegiados e privilegiamos. Foi uma troca justa. Vamos seguir o nosso caminho e lembrar que tudo que é nosso dá um jeito de voltar pra casa um dia, de uma forma ou de outra.

Chegou a nova temporada e aprendemos que decisões tomadas as presas às vezes custam caro, o preço de uma Copa do Mundo e de uma rescisão de contrato milionária. Foi-se Lopetegui, quase na mesma velocidade com que chegou.

Aos trancos e barrancos, batendo, apanhando mas levantando, vivemos o início da temporada com lampejos e esperanças entre jogos ruins e resultados que preferimos esquecer. Ainda podemos ouvir o som dos gols do CSKA no Bernabéu – a pior derrota da nossa história de Liga dos Campeões em casa.

Chegamos em dezembro com mais esperanças do que crenças, mas como estamos destinados a glória, conquistamos o Mundial de Clubes para nos tornar os maiores campeões, 4 torneios organizado pela FIFA e 3 conquistas do Intercontinentais. 7 vezes donos do mundo.

Vivemos nos últimos 5 anos o que muitos clubes – aliás, a maioria deles, nunca viveu em toda a sua existência. Nós fizemos em metade de uma década.

Por tudo, ou apesar de tudo, 2018 foi do carvalho! Vivemos tudo que podíamos viver em 365 dias, choramos, sorrimos, acolhemos, nos despedimos, abraçamos, brigamos, conquistamos o mundo de novo. Esse ano reafirmou o que nós já sabemos: somos a maior instituição esportiva do planeta e não há nada no mundo como a sensação de ser madridista, e o madridismo também é a nossa família, e familia a gente não negocia, não troca, não abandona.

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